Setembro Amarelo: Você sabe o que é Transtorno de Personalidade Borderline?

Com o objetivo de tratar transtornos mentais em busca de educar e eliminar o estigma social, a campanha do Setembro Amarelo da OAB/RS traz, semanalmente, conteúdos voltados à saúde mental. Nesta semana, o assunto tratado será o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).  Conforme o DSM-5, a principal característica do TPB é um padrão difuso de instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem e de afetos e de impulsividade acentuada que surge no começo da vida adulta e está presente em vários contextos. O TPB pode ser confundido com os sintomas de bipolaridade, mas enquanto os sintomas de bipolaridade costumam aparecer em fases que podem durar semanas, no de borderline as oscilações de humor são muito mais rápidas.  A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) diz que, nos ambulatórios brasileiros de psiquiatria, 20% dos pacientes tem TPB, sendo que a taxa de suicídio pode chegar a 10%. A ABP diz também que os transtornos de personalidade apresentam riscos aumentados de suicídios em até 12 vezes para homens e 20 para mulheres, principalmente os transtornos de personalidade antissocial e de borderline.  A estimativa mundial é de que 11% de todos os pacientes psiquiátricos ambulatoriais e 19% dos pacientes psiquiátricos internados preencham critérios para o TPB, segundo a psicóloga, professora e autora norte-americana, criadora da terapia comportamental dialética Marsha Linehan.  Os critérios de diagnóstico definido pelo DSM-5 são:  Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginado; Um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização; Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou da percepção de si mesmo; Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (p. ex., gastos, sexo, abuso de substância, direção irresponsável, compulsão alimentar); Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante; Instabilidade afetiva devida a uma acentuada reatividade de humor (p. ex., disforia episódica, irritabilidade ou ansiedade intensa com duração geralmente de poucas horas e apenas raramente de mais de alguns dias); Sentimentos crônicos de vazio; Raiva intensa e inapropriada ou dificuldade em controlá-la (p. ex., mostras frequentes de irritação, raiva constante, brigas físicas recorrentes); Ideação paranóide transitória associada a estresse ou sintomas dissociativos intensos.  O DSM-5 diz ainda que uma característica que apoia o diagnóstico é que pessoas com transtorno da personalidade borderline podem ter um padrão de sabotagem pessoal no momento em que uma meta está para ser atingida.  O tratamento para TPB precisa ser realizado por um profissional de saúde, que pode indicar medicamentos para aliviar sintomas depressivos, de agressividade e o excesso de perfeccionismo. Além disso, segundo o DSM-5, é recomendado terapias focadas em transferência, cognitivo-comportamentais, comportamentais dialéticas e familiares ou de casal. É importante frisar que qualquer diagnóstico de transtorno mental deve ser avaliado por um profissional, que irá analisar o histórico e os sintomas. Além disso, esteja atento aos sinais de esgotamento mental e de sintomas de depressão. Se você notar a persistência de pensamentos tristes e depressivos, é importante conversar com alguém sobre e/ou procurar um médico. A CAA/RS da OAB/RS oferece consultas com psicólogos e psiquiatras, ofertando preços acessíveis à advocacia gaúcha. E lembre-se de que o suicídio pode ser evitado em 90% dos casos. Por isso, busque ajuda e esteja alerta!
18/09/2020 (00:00)
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